EDITORIAL - Diante dos ataques à organização sindical é lutar ou morrer!

 

O desgoverno Temer representa um profundo retrocesso ao desenvolvimento do país, à soberania e ao crescimento econômico. Sua política servil e elitista jogou o Movimento Sindical no pior momento de sua história, para piorar estamos vivendo a maior crise no mercado de trabalho das últimas décadas.

 

A taxa de desemprego do ano de 2017 ficou em 12,7% e foi recorde da série histórica da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Mensal (Pnad), iniciada pelo IBGE em 2012. Isso quer dizer que, em média, o desemprego atingiu 13,23 milhões de pessoas da força do trabalho no ano passado. Esse também é o maior contingente de pessoas sem trabalho dos últimos seis anos.

 

Diante dessa conjuntura difícil, o trabalho das lideranças políticas e dos dirigentes sindicais demanda cada vez mais sensibilidade para tomar atitudes que protejam os trabalhadores. Mas o que devemos fazer diante desse cenário de crise econômica, política, social, e de fragmentação institucional no país. Primeiramente não podemos achar que a Esquerda, os Progressistas ou o Movimento Sindical sozinhos tem condição de enfrentar esta realidade, só com a unidade da classe trabalhadora teremos condições de lutar contra todos esses ataques.

 

É preciso reunir, buscar uma bandeira de unidade que mobilize os trabalhadores para defender a Constituição e enfrentar o golpe em curso no país. Também precisamos trabalhar para eleger um mandatário sensível as demandas do sindicalismo, que promova mudanças importantes no Brasil, no campo da democracia, do desenvolvimento, da inclusão social, e principalmente deverá tocar profundas reformas estruturais visando à democratização do Estado, das comunicações e dos direitos humanos.

 

Com a luta unitária das Centrais e com a força do povo nas ruas, teremos como reverter todas as medidas aprovadas durante esse governo ilegítimo, principalmente a que mais atinge as entidades: a contribuição sindical e assistencial. A tarefa de hoje é resistir com estratégia e inteligência, com ações jurídicas questionando a inconstitucional e nefasta Lei 13.467, e principalmente através do trabalho de informação e comunicação com as bases. A Previdência Social e a Eletrobras também seguem ameaçadas pela agenda neoliberal da elite privatista. Precisamos lutar e ter amplitude, senão podemos entrar num beco sem saída e ficar mais vulneráveis a outros golpes.

 

Nosso próximo presidente da República precisa ser um político progressista e alinhado com a classe trabalhadora, o Congresso precisa representar as demandas do povo, do contrário poderemos estar instituindo brevemente a pena de morte do Movimento Sindical brasileiro.

 

É Lutar com união ou morrer!

 

* Eusébio Luis Pinto Neto - Presidente do SINPOSPETRO-RJ e da FENEPOSPETRO.

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